Hoje a Dora, minha mais nova, me fez um pedido bastante comum. Ela disse assim: Mãe, eu quero uma folha, para desenhar. Eu disse que ela podia ir pegar. Mas ela insistiu que queria uma folha para desenhar, e eu fui, peguei uma folha em branco e dei na mão dela. Ela já um pouco frustrada disse: Eu não quero papel, eu quero uma folha! Daquelas que caem das árvores! (Como eu não pensei nisso? Claro, uma folha é mesmo uma folha, influência de uns desenhos que ela viu em um livro onde as folhas tinham rostos.). Por que é que a gente complica o que é simples?
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Primeiro dia do ano 2012
| De manhã, perto das 10 horas. À caminho da igreja. |
| Porta da salinha das crianças, com a guirlanda feita com mãozinhas, inspirada na Genis. |
| Parede dos trabalhos. |
| Com o pastor e esposa |
| Animal! |
| Corre corre no play |
| Muito compenetrado no jogo. |
| Nas muralhas medievais. |
| Gosto de ver e tocar nestas pedras, saber que alguém as colocou lá há tantos anos... |
| Alguns têm o rei na barriga, eu tenho na cabeça. |
| Na volta o sol resolveu aparecer |
| E assim foi nosso primeiro dia do ano. |
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Dona de Casa
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| Donas de Casa Anônimas |
Algumas pessoas me perguntaram o porquê de eu não estar postando aqui diariamente como vinha fazendo. Quem bom que sentiram minha falta, hãm hãm. Bom, primeiro estou mais ausente porque meus filhotes estão em casa de férias (Natal, fim de ano), o que me ocupa algumas horas à mais, e segundo porque estou apaixonada por um novo projeto junto com as amigas Carolina e Daniela (do Clube das Mães e Pais Blogueiros e do Opinimãe) que é o blog Donas de Casa Anônimas. Se ainda não conhece passa lá e indique para as amigas donas de casa também. É um lugar onde as donas de casa podem e devem participar ativamente com seus textos e histórias. Tem até um divã anônimo, onde as pessoas podem mandar seus desabafos de forma anônima para nosso e-mail (donasdecasaanonimas@gmail.com). O que propomos é isso mesmo, um lugar onde a dona de casa possa se expressar de uma maneira em geral. Temos também uma "fan page" no Facebook e um grupo de apoio onde a gente conversa de tudo um pouco. Amigas donas de casa, são todas bem vindas, o espaço é nosso!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O'sifuni mungu
Gosto de mostrar novas músicas para meus filhos, escolhi essa abaixo para a semana. O primeiro vídeo é para aprender a letra que é metade inglês e metade suaíli, e o segundo traz uma pequena coreografia para acompanhar. Conheço uma versão em português mas não consegui achar o vídeo. O legal é que as crianças possuem uma facilidade para pronunciarem as palavras e o ritmo contagia. Ah sim, já ia esquecendo de dizer que é uma música em louvor a Deus, o criador. Querem experimentar?
Com vocês, O' Sifuni Mungu, do grupo First Call.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A todos um bom Natal
Essa foto foi tirada na sala de aula do João. Gostei da ideia de usarem rolos de papel para construírem a árvore. Ele gostaram de a fazer e eu gostei de a ver. Aproveitei a imagem para fazer nosso cartãozinho de feliz Natal e oferecer a todos vocês que passam por aqui prestigiando meu blog. Obrigada pela presença e sejam, em tudo, moderados no Natal, menos no amor.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Presépio
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| No domingo passado fomos visitar o presépio. Foi difícil explicar o significado da palavra, melhor mostrar. |
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| No início pensaram que eram verdadeiros, depois entenderam que era estátuas. |
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| Viram a vaca, parecida com a da história que lemos na semana passada. |
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| Passado os 2 minutos de visita ao presépio, começaram a correr pela praça. |
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| No início o pombo voava, depois só corria e via-se sinais de canseira. |
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| Turista... |
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| Por fim o pobrezinho apelou ao bebedouro. |
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Mostre-lhes a diferença entre o que está certo e o que está errado (cap. 3)
Todos nós cometemos erros, e é importante que nossos filhos nos vejam reconhecendo um erro para que eles possam saber que de uma forma geral, não faz mal cometer erros, e também devem saber a diferença entre o que está certo e o que está errado em todas as situações. Precisam estar preparados para fazer a escolha certa, em termos morais. Os pais têm oficialmente 18 anos para incutir os valores que acreditam serem importantes, para que, quando eles pensarem pela sua própria cabeça, o façam sobre alicerces que lhes construiu.
O que acha que está certo ou errado? A partir da altura em que temos filhos, somos vigiados a maior parte do tempo e por isso estamos sempre dando o exemplo, e eles farão mesmo aquilo que a gente faz, independendo do que dissermos. Por isso temos de fazer aquilo que gostaríamos que eles fizessem nas mesmas circunstâncias. A maior parte de nós tem as ideias bem assentes no que respeita às grandes questões como matar e roubar e é muito provável que eles nunca o vejam fazendo isso! São as pequenas coisas do dia a dia que determinam se os nossos filhos serão pessoas dignas e de confiança quando crescerem, ou um pouco duvidosas e ocasionalmente à beira do abismo. Dizer a verdade, não falar mal dos outros, devolver bens perdidos em vez de os meter no bolso, oferecer o lugar aos mais velhos, dizer "obrigado", cumprir as promessas e por aí vai... Se não fizermos essas coisas como esperar que os filhos o façam?
Onde estabelecemos o limite da culpa? Sabemos que forçamos nossos limites quando, em segredo, nos sentimos ligeiramente culpados. Frequentemente arranjamos desculpas para nossos pequenos desvios de conduta. E se precisamos de inventar desculpas é porque sabemos que não agimos como deveríamos ter agido, nosso comportamento não foi aceitável. É duro sermos impecáveis diante de nossos filhos, mas tem de ser feito. De outra forma esses pequenos desvios serão entendidos como sendo coisas certas. E porque é que isso é importante? Qual é o problema se os nossos filhos se tornarem adultos que deixam de falar com um amigo por coisas mesquinhas ou que esperam que outros ofereçam lugar aos mais velhos? É importante por duas razões: Quanto mais digno for, mais bons amigos terá, e em segundo lugar é importante porque as pessoas que são íntegras e respeitosas têm maior auto-estima, algo que queremos para eles.
Que valores? É impossível elaborar uma lista com todos os valores que queremos transmitir aos nossos filhos, mas sabemos quais são. Alguns são óbvios e não constituem um problema para nós (tipo não cometer crimes ou violência, por exemplo). Os valores mais difíceis de transmitir são aqueles que temos dificuldades pessoais em cumprir. Os valores importantes relacionam-se com fazer um esforço em prol de outros, quando temos que reprimir os instintos egoístas em benefício de outra pessoa. As crianças pequenas não são capazes de por o bem-estar de outras pessoas à frente de seu próprio bem-estar. Conforme vão crescendo vão aprendendo o conceito de por as outras pessoas em primeiro lugar e será capaz de fazer as suas escolhas baseadas em valores em algumas ocasiões. Por isso nossa tarefa é passar esses primeiros anos a demonstrar o comportamento que julgamos adequado para eles.
Assumir a responsabilidade: As crianças aprendem muito sobre valores quando lhes são atribuídas responsabilidades. Quer seja cuidar de um peixinho dourado ou receber amigos para passar a noite em casa. Elas precisam reconhecer que têm de dar se quiserem receber. Sempre que lhes pedirem alguma coisa especial, certifique-se de que saibam o que espera deles em troca dessa responsabilidade, e o que acontecerá se cumprirem sua parte no acordo como por exemplo: Ir para a rua brincar sozinho (voltar no horário combinado); receber um amigo para dormir em casa (ser responsável pela ordem no quarto); fazer os trabalhos de casa sem ser supervisionado (cumprir todas as tarefas); ter um animal doméstico (fazer sua parte nos cuidados com o animal).
Converse sobre o assunto: Qualquer que seja a responsabilidade dada ao seu filho é importante conversar com ele sobre o assunto e deixar tudo bem esclarecido. Quais são os termos do acordo, o que espera deles em troca, o que acontece se não cumprirem a sua parte. Dar responsabilidades aos seus filhos é a melhor forma de os deixar praticar todos aqueles valores que tanto trabalho teve a incutir-lhes. Claro que seu filho não vai fazer sempre as coisas bem. Você faz? Eu não. Nesse caso uma conversa sobre as razões pelas quais isso aconteceu será necessário, ele precisa saber que seu comportamento foi inadequado.Acertar o alvo: Os valores que passa ao seu filho podem muito bem ser aqueles que recebeu dos seus pais. E pode estar transmitindo não só a seu filho como também aos seus netos e às gerações que lhes sucederão. É uma ideia maravilhosa. Crianças com valores fortes que são reforçados pelos seus pais vivem, por isso mesmo, mais felizes.
Nota: Esse post nasceu aqui.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Livro infantil da semana
O livro da semana passada foi um conto próprio para o Natal. O livro chama-se "Certa noite, num estábulo..." de Guido Visconti e Alessandra Cimatoribus, da editora Livros Horizonte. Um encanto.
Numa das colinas de Belém há um velho estábulo, onde uma velha vaquinha espera pelo seu dono. Numa certa noite, em que o vento sopra forte, ela abriga todos os animais que pode. Haverá ainda lugar no pequeno estábulo para um burro carregado, que também vem pedir abrigo?
Se tiverem curiosidade podem dar uma olhada nesses slides aqui.
Numa das colinas de Belém há um velho estábulo, onde uma velha vaquinha espera pelo seu dono. Numa certa noite, em que o vento sopra forte, ela abriga todos os animais que pode. Haverá ainda lugar no pequeno estábulo para um burro carregado, que também vem pedir abrigo?
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Dê-lhes alguma magia (cap. 2)
A infância deve ter magia. Quando as crianças usam a imaginação os objetos até ganham vida, e animais, como gatos, podem voar, e elas mesmas podem ser super-heróis, rainhas ou piratas. Geralmente os adultos chegam e estragam a fantasia dizendo que é impossível um gato voar por conta própria, que super-heróis não existem... e argumentam com suas lógicas tentando convencer a criança de que ela não tem razão. Uma das poucas magias que os adultos conservam é a do Papai Noel, por exemplo. Mas por que não deixar a criança acreditar que realmente a lua a persegue e olha para ela? Que os dragões existem e podem ser combatidos com espadas de jornal? Não quer dizer que se deva criar as fantasias para elas, mas as que elas tiverem, não há razão para não deixá-los imaginar. Isso porque enquanto o nosso mundo vai assentando, o mesmo acontece com a nossa imaginação. Fica tudo compartimentado. Sendo assim, para quê inflingi-lo aos seus filhos mais cedo que o necessário?
Dê-lhes espaço: O primeiro e mais fundamental requisito para uma criança desfrutar da magia é uma tela em branco. Elas conseguem fazer magia sozinhas, só precisam que nós saiamos do caminho. Para elas o chão do quarto é mesmo um mar bravio, o quintal é uma selva real e o avião de papel pode os levar para países distantes. Uma criança pode ficar sujo de lama dos pés à cabeça sem se preocupar se a roupa ficará manchada ou qual produto vai usar para lavá-la, a não ser que apareça um adulto e estrague o momento referindo o assunto. Para fazer magia eles precisam de tempos livres. As atividades extras precisam ser bem doseadas para não terem o devastador efeito de anular a imaginação e criatividade da infância. Mais do que dois dias de atividades extracurriculares já começa a ser muito. E se forem fazer alguma, que seja algo de que gostem. Levá-los em lugares onde a diversão está pronta como parque de diversões, circo, workshop de pinturas, playcenters, boliche é agradável e prazeroso e pode alimentar a imaginação deles, mas não se esqueçam que a verdadeira magia está nas praias largas e amplas, no alto das colinas, nos bosques e vales, ali seu filho será livre para criar sozinho sua magia. Mesmo em casa pode-se tentar criar espaços mais vazios para eles brincarem com criatividade. Uma varanda ou quintal com caixas vazias renderá horas de entretenimento. Talvez algumas crianças que não estejam acostumadas precisem de alguma ideia para começarem a brincar sem "ajuda", aí os pais podem incentivá-los.
Os computadores e a televisão matam a magia: As crianças que passam muito tempo em frente às telas e nos jogos eletrônicos acabam por se esquecer de como brincar. O tempo que eles passam nessa atividade deve ser racionado. Se esse controle for feito na infância será mais tranquilo ter limites na adolescência, os alicerces já estarão lançados.
Momentos mágicos: Se você lhes der o espaço e a liberdade de que precisam para o fazer, seus filhos injetarão sozinhos uma grande dose de magia nas suas vidas. Mas você pode e deve contribuir. Lembra-se dos seus Natais quando era criança? Se teve a sorte de ter pais que fizessem um esforço nesse sentido, o seu Natal terá sido aquela ocasião mágica, como nos filmes e livros. É o que seu filho precisa, são esse momentos seguros e ternos que darão origem a uma criança autoconfiante e segura para lidar com o mundo quando chegar a hora. Várias coisas podem ser feitas, não só no Natal. Acampamentos no verão (mesmo que no quintal), fazer uma cama enorme no chão onde toda a família dormirá juntos, caminhadas no inverno com um garrafa de chocolate quente na mochila, tradições semanais, mensais, ou anuais, algo bom para recordar mais tarde.
Ambientes mágicos: Você pode criar no quarto de seu filho com a ajuda dele um ambiente que ele goste de estar e brincar. Com poucos objetos e muita criatividade pode-se fazer uma selva, um corsário, um castelo, uma fazenda, uma carruagem de princesa, enfim, as fronteiras entre a magia e a realidade são muito tênues para as crianças e nós não podemos privá-los disso. Eles gostam também de criar esconderijos usando cobertores, toalhas, almofadas e objetos simples. Se quiser ajudar o esconderijo pode ser algo mais permanente. Uma cabana improvisada no quintal, ou um dossel sobre a cama feito de rede mosquiteira, são várias as possibilidades. Há poucas coisas mais encantadoras do que ser capaz de dar aos seus filhos alegria, magia, amor e segurança, tudo ao mesmo tempo.
Saia da frente: Depois de ter o trabalho de os ajudarem no preparativos da brincadeira, deixe-os à vontade, sem interferir. Não os faça pensar como um adulto pensaria, eles não precisam se preocupar com a tinta azul debaixo das unhas. Para que eles possam ter essa liberdade, vista-os com roupas adequadas para brincar, e deixe-os usar os objetos que podem ficar sujos ou mesmo quebrar sem grandes prejuízos.
Mais magia: As coisas que acrescentam magia às vidas dos seus filhos são aquelas que lhe dão espaço e liberdade para exercitar as suas imaginações. Quando as pessoas dizem que a infância já não dura tanto quanto durava significa que a magia já não dura tanto quanto durava. Aqui estão algumas coisas que podem ajudar a conservar a magia da infância:
- histórias antes de dormir
- histórias inventadas
- caixas de papelão vazias, paus, cordas e vários materiais adaptáveis
- espaços abertos
- água - lagos, rios, praia, ou mesmo uma simples mangueira
- locais antigos - palácios, castelos, ruínas
- mitos e lendas
- surpresas
- teatro
- filmes fantásticos
- máscaras, fantasias, fantoches
- férias e viagens de um dia
- piqueniques
- explorações e pequenas aventuras
Muita coisa que esteve presente na nossa infância e na infância de nossos pais. Isto só demonstra que apesar do que o mundo moderno tem para oferecer, isso não torna a infância mais mágica do que alguma vez foi porque são os pais que dão aos seus filhos a magia que eles precisam, e isso nunca muda.
Nota: Esse post nasceu aqui.
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