Há alguns anos atrás (a idade das mulheres não se revela não é?) nascia a co-responsável pela minha existência. Aquela que gerou e que cuidou (muito bem, diga-se) de mim. Me lembro de gostar muito de pentear seus cabelos e fazer penteados volumosos nos seus finos e loiros cabelos. Era uma mãe muito cuidadosa que conseguia manter a casa toda em ordem apesar dos três filhos. Nossa casa estava sempre limpinha, cheirosa e a comida era um show à parte. Vários dos meus amigos e colegas nem tão chegados assim se convidavam para irem almoçar ou lanchar lá em casa. Seu tempero fazia sucesso, os doces então... Quantas vezes levei cocadas para as festas da escola e não sobrava nem um farelo para contar história antes do prato chegar à mesa, rsrsrs. Mãe que me criou com "rédeas" curtas mas que nunca me proibiu de fazer as coisas que eu gostava. Se achava que não seria prudente eu ir sozinha, me levava e buscava no local. As mães das amigas confiavam que a minha estaria lá para tomar conta (e estava mesmo). Mulher que teve pouca oportunidade de estudo mas esperta que só ela, sempre cobrou de mim a lição e os trabalhos feitos. Me incentivou a aprender datilografia (sou desse tempo gente), inglês, violão... Não passava uma semana sem conversar com os professores. Mãe que, mesmo sem frequentar, não me deixava faltar aos meus compromissos aos domingos e também durante a semana na igreja. Naquilo que não dava bom exemplo cobrava em dobro dos filhos, para não cometermos os mesmo erros. Mãe que muito antes de se ouvir falar em rotinas maternas tinha os horários domésticos todos em ordem. Em qualquer lugar que estivéssemos havia a hora de comer, a hora de dormir, a hora de brincar, de estudar... um reloginho, como testemunha meu pai. Sou muito grata a Deus por sua vida e nesse dia especial, deixo aqui registrado meus parabéns e meu carinho.