quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Paz na blogosfera materna - Blogagem coletiva



Já falei aqui sobre ética e respeito na blogosfera e agora venho falar sobre paz, boas maneiras, educação, gentileza. Como na vida real a vida virtual também tem pessoas desagradáveis que por um motivo que desconhecemos insistem em agir de maneira indelicada. Felizmente a maioria das pessoas que compõem e acessam a blogosfera materna querem acrescentar, ajudar e serem ajudadas, aprender e ensinar, compartilhar aquilo que mais lhes parece interessante. A pequena minoria passeia por aí semeando contendas, mal estar, inveja e outras "cositas" mais. Outra vez digo, somos responsáveis pelas nossas palavras mesmo que escritas de maneira "anônima".  A diversidade nos blogs é o que há de mais enriquecedor nesse meio, somos diferentes em cultura, opinião, gostos, costumes, aparência... e não vejo nenhum mal nisso, cada um é responsável por suas escolhas.

Essa blogagem coletiva foi proposta pela Mamãe de primeira viagem.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Parede da memória


Tem coisa melhor do que pular para a cama da irmã numa noite fria? Foi o que a Dora fez, e a Sofia a aconchegou ao seu lado. Quando fui fazer a "ronda" da noite parei uns minutos para apreciar. No dia a dia elas  não são tão achegadas assim, mas é bom saber que na hora que precisar uma vai acolher a outra. 


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Livro infantil da semana

O livro da semana passada (fiquei em falta) foi o da Princesa Poppy. Foi uma experiência diferente, mais moderna digamos assim. A "leitura" foi feita pelo cd que acompanha o livro e eles mesmos viravam as páginas porque havia um sinal para o fazerem, então se sentiram "importantes". O livro também indica a visita ao site da Princesa Poppy, outra novidade que agradou e prolongou a vivência com o livro e seus personagens. Além disso há dicas de atividades (como fazer seu vestido de princesa) em forma de bilhetinho no livro. As meninas gostaram muito e eu também. Já estamos de olho nos outros da coleção.



sábado, 26 de novembro de 2011

Jingle bell, jingle bell, acabou o papel...

E quem é que nunca passou por essa situação? Há coisas que só damos valor quando realmente nos faltam, e geralmente quando faltam é precisamente quando mais precisamos. Damos o devido valor à energia elétrica quando estamos assistindo a final do campeonato na tv. Da mesma forma a água torna-se mais preciosa nos dias de calor, quando se chega das compras depois do trabalho e o que mais se quer é um bom banho. Na hora da falta percebemos o que realmente é importante, porque o que não nos importa não nos faz falta.
Nos finais de ano sempre vemos as pessoas mais solidárias por conta de campanhas direcionadas para esse propósito. Ouvimos sobre doação de alimentos, roupas, material escolar, brinquedos... e no geral as pessoas aderem a esse tipo de campanha, o que é bom e faz bem para a consciência. Mas penso que a maioria doa o que não vos faz falta, o que está sobrando ou o que já não interessa. Nesse caso o desafio não é assim tão desafiador. E que tal se você doasse algo que é importante para você? Talvez seja o seu tempo o artigo mais precioso, quem sabe um objeto!

Desapegue-se.





sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sombras

Nem tudo é o que parece ser. Nem sempre vemos as coisas como realmente são. O que pensamos ser realidade às vezes são só sombras daquilo que é a verdade. Na imagem a seguir estou com meus filhos de manhã indo para a escola, e olharmos nossas sombras rende muitas conversas e questionamentos, eu tento mas não consigo chegar a grandes conclusões nas respostas. "Podemos ser mais rápidos do que a sombra?" (ora essa, o  Peter Pan consegue) Por que estou mais alto no chão?" (veja bem...) "Pisar na sombra faz doer?" (quer dizer...) "Parecemos uns bonecos pernudos da cabeça pequena."(mas às vezes somos achatados)  "As sombras são seres extraterrestres?" (agora foi).  

Em algum momento deixamos de nos deslumbrar com as coisas simples da vida, sem o deslumbre deixamos de apreciar, sem apreciação deixamos de questionar, sem as questões deixamos de aprender e sem aprendizagem deixamos de crescer, e vamos diminuindo, minguando. Por isso perguntem meus filhos, questionem, tirem conclusões malucas sobre a vida e seus deslumbres, continuem a perguntar mesmo depois de terem obtido uma resposta porque a vida requer curiosidade.  


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reciclar, reutilizar - Organizador

Hoje é segunda-feira e é o dia mundial de (re)iniciar projetos e dietas. Eu gosto das segundas tanto quanto gosto dos outros dias, mas por ter essa conotação de início de semana me dá uma nova disposição, tenho que admitir. Por isso vou dar continuidade a alguns trabalhos manuais que misturam reciclagem com artesanato com presentes, sim porque estamos passando por uma crise econômica mundial e não são horas de desperdiçar nada. Se os presenteados vão gostar aí já é outra conversa. Como não gosto de me concentrar em mais de uma coisa, recomeço hoje os projetos manuais, as dietas, bem, outras segundas virão.

Inspirada no blog Artesanato e Cia fiz esse organizador/porta-tudo. Outros mais ou menos parecidos virão. Tudo costurado à mão, e para ficar de pé usei feltro por dentro entre os tecidos, ficou com 19cm de altura. Não está igual ao modelo original mas gostei do resultado final. Alguém vai receber essa lembrancinha só não escolhi a vítima  felizarda, rsrsrs.









domingo, 20 de novembro de 2011

Meditação de domingo

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus".  (Filipenses 4:7)




O resultado da oração e da intimidade com Deus pode ser a resposta às nossas perguntas ou necessidades, mas o que de melhor podemos obter é a paz de Deus, fruto do Espírito. Esta somente é alcançada por aqueles em que nEle depositam sua fé. Essa paz não está à venda, nos é oferecida gratuitamente porque já foi paga por Cristo. 






Deixo aqui esse vídeo de João Alexandre com a música "Você pode ter".

Você pode ter a casa repleta de amigos
Paredes e pisos cobertos de bens
Ter um carro do último tipo
E andar conforme der na cabeça

Ou pode até ser um cara que vive apertado
Até mesmo dentro de um lotação
Curtindo assim mesmo um fim de semana
E andar conforme der na cabeça

Mas sempre será como folha no vento
Esperando o momento de cair
Você pode ter tudo aquilo que sonhar
Mas nunca terá a paz que existe lá dentro
Que não se encontra pra poder comprar
Porque essa paz só tem a pessoa
Que se encontra com Cristo

sábado, 19 de novembro de 2011

Livro infantil da semana

Os livros da coleção Anita são sempre apreciados aqui em casa. Este conta uma aventura de Anita e seu amigo Francisco em um passeio ao longo do rio. As ilustrações são muito realistas e cheias de detalhes que nos envolvem na história.




Dessa vez quem "ajuda" a mostrar o livro é o Diego, o menino aventureiro.

"Ao longo de mais de 30 anos, os livros da Anita já encantaram milhões de crianças de várias gerações. Os textos de Gilbert Delahaye e as belíssimas ilustrações de Marcel Marlier dão a estes livros um realismo e um encanto que o tempo tem vindo a reforçar. A partir dos 3 anos."


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mito da caverna em quadrinhos

Quando criança eu lia resmas e resmas de revistas em quadrinhos, não só lia como relia. Não colecionava porque nunca fui pessoa de coleções, mas tinha muitas e ainda pegava emprestado dos amigos. As que mais lia eram as do Maurício de Souza e as da Disney. Por conta dessas revistas em quadrinhos acabei apanhando o gosto (ou talvez sempre o tive) pela leitura. Tínhamos em casa outros livros infantis mas as revistinhas eram uma paixão à parte. Os livros com discos também eram interessantes, mas talvez pelo tamanho e mobilidade das revistinhas eu estava sempre com uma ou duas à tiracolo. Posso dizer que aprendi muitas coisas, não era só entretenimento. Entre outros assuntos, numa delas fui apresentada ao mito da caverna (lembram-se de Sócrates e Platão?). Claro que é uma versão adaptada, mas quando chegou a hora de aprender na escola eu era a única aluna que já conhecia o mito (na versão Maurício de Souza, evidente). Alguem se lembra de ter lido esses quadrinhos? Assistam o vídeo para relembrar ou conhecer.




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Página de divulgação de links e sorteios

Acabo de criar uma página aqui no blog para divulgar o que achar interessante e que será atualizada conforme a necessidade. Estão vendo ali em cima logo abaixo da foto e título do blog?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Preparativos para o natal

Imagem via
Uma rápida conversa com uma educadora de infância me fez refletir sobre o assunto. Perguntei a ela como seria o natal na escola e pelo que percebi haveria muitos trabalhos com esse tema, usando principalmente a figura do "Pai Natal" (Papai Noel no Brasil) nas decorações e canções visto que nem todos os pais seguiam uma religião. Eu argumentei que o natal era essencialmente algo associado ao nascimento de Jesus e não à religião, ao que ela prontamente me respondeu: mas aqui na escola não temos Jesus no natal. Essa conversa aconteceu no ano passado, mas penso que nesse ano será a mesma coisa. Pelo menos a professora foi atenciosa e sincera. 
E no seu natal, vai ter Jesus? 
Passeando pelos supermercados e folheando as publicidades que recebo na caixa de correios vi que nos lindos enfeites a temática principal é o tal senhor gorducho de barba branca e roupa vermelha. Não tenho nada contra esse senhor, nem contra enfeites, muito menos contra festas, mas acho que temos deixado de lado a origem do natal e seu significado. Experimenta digitar "natal" na pesquisa de imagens do google para ver a quantidade de símbolos natalinos como bonecos de neve, renas e afins. Natal não pode ser somente uma grande festa familiar com luzes, banquete e presentes, muito menos pode ser um ritual religioso conforme acontece em muitas igrejas com seus presépios e peças teatrais criativamente elaboradas. 
Celebrar o natal, além das tradições e culturas, deve incluir principalmente a gratidão pelo ato de amor que foi o nascimento tão particular e único de Jesus, e refletir em seu significado para a sua vida e para a humanidade. O natal deve ser lindo de dentro para fora. Com o  interior bem preparado e a casa enfeitada será um natal inesquecível.
Um natal sem Jesus é apenas uma bela reunião familiar onde a troca de presentes alegra e diverte, e a comida caprichada reconforta o corpo, mas não é natal. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nunca (jamais) beba e dirija

Sempre vemos campanhas sobre o assunto, mas nesse caso, nunca é demais lembrar. Sabemos que a maioria dos acidentes nas estradas não são de fato acidentes, mas imprudência, descaso, falha humana. O resto fica por conta de problemas mecânicos, manutenção de estradas e condições meteorológicas. Mas o álcool é o maior causador de acidentes de viação no mundo, e não é preciso estar bêbado para que tal aconteça. As mortes causadas pela condução sob efeito de álcool atingiu os níveis de epidemia e está entre as principais causas de morte de crianças e jovens de 1 a 25 anos! Falo isso porque as ocorrências aumentam com a chegada das festas de fim de ano. Para quem já está programando o Natal e Ano Novo, inclua em seus projetos essa temática. As campanhas na mídia têm sido muito boas, mas a campanha pessoal, olho no olho, é melhor ainda. Fale com alguém, conscientize, salve uma vida.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nossas voltinhas

Gosto dos nossos pequenos passeios pelos parques da cidade. Nos cansamos, as crianças brigam, brincam, fazem birra, manha, nos encantam, se abraçam, e no fim fico com belas recordações como essas tiradas nas Portas do Sol em Santarém.

Começamos com um lanchinho para dar energia.

Os periquitos são particularmente simpáticos quando damos pão para eles, só espero que nenhum seja alérgico a glúten. 

Era um dia muito ventoso.


O lanchinho funcionou, ficaram cheios de energia, e agora como tira?


Crianças de apartamento correm em qualquer lugar

E correm sem direção, simplesmente correm.

Nos portões de entrada das Portas do Sol


sábado, 12 de novembro de 2011

Meditação de Domingo

"Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza". Salmos 139:14


"O meu pai e eu tínhamos combinado que nos encontraríamos no camarote antes do jantar. Sem nada lhe revelar, contei-lhe que tinha efetuado umas quantas observações importantes e tivemos uma discussão interessante sobre o ser humano durante a refeição.
Eu disse que achava curioso que nós seres humanos, que somos tão espertos para certas coisas, como, por exemplo, explorar o espaço e estudar a composição dos átomos, não soubéssemos mais sobre nós próprios. Nessa altura, o meu pai disse algo brilhante, que eu creio ainda poder recordar palavra por palavra:
- Se o nosso cérebro fosse tão fácil de compreender - disse ele - seríamos, de qualquer modo, tão tolos que não o conseguiríamos compreender.
Fiquei a meditar bastante tempo sobre aquela frase. Por fim, cheguei à conclusão de que aquilo respondia quase cabalmente à minha pergunta.
O meu pai continuou:
- Existem cérebros muito mais simples do que o nosso. Podemos compreender, até certo ponto, como funciona o cérebro da minhoca. Mas a própria minhoca não o consegue compreender, pois o cérebro dela é demasiado simples.
- Pode ser que haja um Deus que nos compreenda - disse eu por meu turno.
O meu pai sobressaltou-se. Creio que se sentiu orgulhoso por eu ter colocado uma questão tão ajuizada".



Trecho do livro do Norueguês Jostein Gaarder, O mistério do jogo das paciências (Kabalmysteriet) ou na tradução brasileira, O dia do curinga.
O livro foi escrito antes do famoso 'O mundo de Sofia',  podemos lá encontrar questões filosóficas colocadas de forma simples com uma história muito criativa. Uma viagem com muitas descobertas, mágica e mistérios. Estou na metade do livro e gostando.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Magusto

E hoje lá foram os filhotes para a escola carregando suas castanhas para participarem do Magusto, uma festa popular. João passou a semana toda a ensaiar as cantigas e a recitar os versinhos de São Martinho. Hoje de manhã saltou da cama e foi logo me lembrando de por na mochila as castanhas que serão assadas na escola. Sofia me avisou que hoje teria uma festa na escola, não poderia ir com a roupa "simplesinha" do dia a dia (aff, meninas).
Acho importante eles participarem das tradições, do folclore, vão associando gostos, cheiros e sons às suas memórias de infância, e a escola tem um papel muito importante nessa transmissão cultural.
Apesar da chuva de hoje posso apostar que eles se divertiram muito, e vão trazer surpresas, se conseguir fotos ponho aqui.

Castanhas assadas quentinhas nesse friozinho cairia muito bem.
Imagem via

Atualizando com as fotos das surpresas:

E aí está o João orgulhoso de sua "Maria castanha".

A "Maria castanha" já ganhou um lugar de destaque no quarto.


Esse é o ratinho de castanha que a Sofia fez, uma graça.

Esse vai para a nossa prateleira de coisas especiais.


E esse foi um saquinho com dois compartimentos, um para as castanhas e outro para as cascas.
Com um desenho da lenda de S. Martinho feito pela Sofia.









quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Livro infantil da semana

E o livro dessa semana é o Sono Soninho, escrito por José Jorge Letria e ilustrado por Pedro Serapicos, da editora Ambar. Quem quiser pode visitar o site do ilustrador aqui, tem imagens lindas. O texto é escrito em forma de poesia, com rimas que o deixam ritmado, como uma canção de ninar. No final, todos abrindo a boquinha em bocejos contagiosos. Gostamos.

Sinopse da editora:
"Sono, Soninho" é um livro terno para as horas de ternura que aproximam os mais crescidos dos mais pequeninos através da ponte dos afectos que pode durar vidas inteiras.
As palavras e as imagens combinam-se neste livro que tem a idade de todos quantos queiram entrar nele para se sentirem mais próximos daqueles que, entrando no sono, soninho, entram também no universo mágico dos sonhos e do tudo o que de fantástico neles cabe.
Um livro feito com os materiais mais doces da ternura.





Nota: A bonequinha na foto foi ideia da Dora. É uma das que ela abraça para dormir.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Parede da memória

Em um dia desses quando o sol brilhava e dispersava o frio, eu e Dora fomos buscar o João na escola. Geralmente eu a levo no carrinho de passeio para ir mais rápido, mas nesse dia ela foi à pé, para aproveitarmos o sol que é raro nessa época. Na volta pude vir observando o  cuidado do irmão com ela ao segurar sua mão e se certificar que ela estava segura no lado de dentro da calçada, e suas imaginações em conjunto. Não, nem sempre é assim, às vezes não estão assim tão carinhosos um com o outro, por isso a gente registra como pode para guardar na mente e coração o momento, torcendo para que no futuro a amizade entre irmãos se aprofunde. Por sugestão do João eles estavam passeando por uma selva, onde os carros poderiam ser rinocerontes ou elefantes, postes eram girafas e placas de sinalização eram zebras,  pneus estendidos eram crocodilos, pedras eram rios caudalosos, corajoso meu menino, ajudou a irmã a ultrapassar os obstáculos. Que isso perdure...












terça-feira, 8 de novembro de 2011

Filhos "dodóis"

Na semana passada passou aqui por casa um vírus que deixou os 3 filhotes com gastroenterite. Primeiro o João, depois a Sofia e por fim a caçula Dora. Toda mãe sabe o que é isso, acordar de madrugada, limpar vômito do chão do banheiro, consolar, fazer comidinha especial de dieta que eles não gostam e a gente tem que os convencer que faz bem, acordar de madrugada (já falei esse?), dar remédio, soro para hidratar, lavar e passar pomadinha no bum bum para não assar, negociar com o filho que já largou as fraldas que precisa usar para não acontecer acidentes mal cheirosos, enfim, tudo isso multiplicado por 3 aqui em casa. Já passou, mas não postei as fotos do rescaldo. No sábado eles não queriam tirar o pijama porque viram em alguma história que quando as crianças estão doentes ficam em casa de pijama e pantufas, e assim foi. Lembram da massinha de modelar  feita há um mês atrás? Ainda está ótima para brincar, e eles resolveram fazer as abóboras que aprenderam na escola, umas mais simpáticas que outras conforme podem ver na foto abaixo. 





Nota: Nossa massinha foi parar lá no blog Educação em Foco. Ainda não conhece? Dá uma passadinha lá!


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Defenestração


Daquelas crônicas que a gente lê e nunca mais esquece. Essa eu li nos idos anos 90 e ficou na memória, até porque eu gosto de saber o significado das palavras e também gosto de imaginar novos significados para as mesmas. Duvido que alguém ainda não conheça essa crônica. Para os que já leram vale recordar, para os que ainda não leram, vale conhecer esse clássico texto de Luís Fernando Veríssimo:



Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra. Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...

Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo...
- O que é que você quer dizer com isso?

Traquinagem devia ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo devia ser um barulho que o corpo faz ao cair na água. Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam. Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? "Nestes termos, pede defenestração..." Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:
- Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata. Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião (dicionário do Aurélio Buarque) que não me deixa mentir. ¿ Defenestração¿ vem do francês ¿defenestration¿. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela. Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?  Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.

Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes. 
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela.Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada. Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida...
-Mmmm?
- Há uma coisa que preciso lhe dizer...
-Fala, Amor
-Sou um defenestrador.

E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama: Estou pronta para experimentar tudo com você! TUDO! Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e babulcia:
- fui defenestrado...
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela?
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.
Crônica - Luís Fernando Veríssimo

domingo, 6 de novembro de 2011

Meditação de domingo - Salmos 84:10

"Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar"; 
Salmos 84:10



O átrio ou adro é o espaço que circunda o templo. No Antigo Testamento o templo simbolizava a presença de Deus, era onde se prestava o culto e onde os sacerdotes falavam com o criador. Para o salmista, estar às portas do templo por apenas um dia era melhor do que estar mil dias em qualquer outro lugar, por mais confortável e bonito que fosse esse lugar. Com o advento do Espírito Santo após a ascensão de Cristo (no famoso pentecostes), digamos que o acesso a Deus ficou mais fácil, já não era só no templo que Deus habitava, mas em cada coração que nEle cresse. E é nesse lugar, onde Ele está, que podemos ter comunhão, intimidade, sermos tratados como filhos. O melhor lugar do mundo é aos pés de Jesus.




O Melhor Lugar do Mundo
Novo Tom

No mundo ainda existem belezas que alegram a vida e nos fazem sonhar.

Recantos felizes da natureza, onde qualquer ser humano gostaria de estar.

Mas de todos os lugares o mais bonito e inspirador

É onde fico em oração junto aos pés do Salvador

(Refrão)

O melhor lugar do mundo é aos pés do salvador,

É ali onde a esperança trás alívio ao sofredor.

É ali onde eu me encontro com a fonte do amor.

O melhor lugar do mundo é aos pés do Salvador!

Sonhamos com casas que tenham conforto, talvez numa encosta com vista pro mar.

Mas as maravilhas não fazem sentido se Cristo não está em primeiro lugar

Ao sentir a paz de Deus, o seu poder e amor profundo

Eu posso estar onde for, estou feliz por me encontrar no melhor lugar do mundo...

(Refrão)

Final

O melhor lugar do mundo é aos pés do Salvador

É ali onde eu me encontro com a fonte do amor

O melhor lugar do mundo é aos pés do salvador




sábado, 5 de novembro de 2011

Batedeira dos anos 70

Uns dias atrás uma senhora já idosa disse que tinha em casa algo para me oferecer que me poderia ser útil. Uma batedeira. Por ser de idade avançada ela já não a utilizava (idade avançada se referindo à senhora, claro).  Passaram uns tantos dias a senhora finalmente me entregou a tal batedeira, não sem antes dar um leve abraço na caixa com aquela expressão de quem passou bons momentos com a mesma. Provavelmente fiz uma cara de: Hummmm, será que isso ainda funciona? Rapidamente ela disse que estava precisando de uma limpeza visto que há algum tempo não era manuseada (continuei com a cara de dúvida). A batedeira estava na caixa original  e pelo estilo de linhas retas julgo ser da década de 70, quiçá tenha a minha idade, não a posso chamar de velha não é? Mas bem poderia ser um artigo de museu. Ainda sem fé a levei para casa, lavei, desinfetei e liguei na tomada. Oh! Funciona! Até ganhei uma certa estima pela tal batedeira, fico a pensar se as pessoas também não olham para mim com essa cara de quem está olhando para um artigo de museu.





sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Livro infantil da semana


O livro escolhido dessa semana é da Disney, Atlântida, o continente perdido. Como é um livro mais extenso costumamos fazer a leitura em série. Lemos umas quantas páginas e quando a história está interessante costumo dizer: vamos ler essa página a a a... (eles sempre pedem "agora") mas eu digo, amanhã, rsrsrs (que mãe má). A Dora (2 anos) não entende nada da história, mas vai acompanhando as figuras, os outros já ficam bem atentos, como se fosse um filme.





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