Quando criança eu lia resmas e resmas de revistas em quadrinhos, não só lia como relia. Não colecionava porque nunca fui pessoa de coleções, mas tinha muitas e ainda pegava emprestado dos amigos. As que mais lia eram as do Maurício de Souza e as da Disney. Por conta dessas revistas em quadrinhos acabei apanhando o gosto (ou talvez sempre o tive) pela leitura. Tínhamos em casa outros livros infantis mas as revistinhas eram uma paixão à parte. Os livros com discos também eram interessantes, mas talvez pelo tamanho e mobilidade das revistinhas eu estava sempre com uma ou duas à tiracolo. Posso dizer que aprendi muitas coisas, não era só entretenimento. Entre outros assuntos, numa delas fui apresentada ao mito da caverna (lembram-se de Sócrates e Platão?). Claro que é uma versão adaptada, mas quando chegou a hora de aprender na escola eu era a única aluna que já conhecia o mito (na versão Maurício de Souza, evidente). Alguem se lembra de ter lido esses quadrinhos? Assistam o vídeo para relembrar ou conhecer.
Mostrar mensagens com a etiqueta Infância. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Infância. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ser criança na minha infância - Blogagem coletiva
![]() |
| Imagen via |
Nasci em 1975. Ser criança na minha infância era principalmente brincar na rua. A liberdade de brincar de pés descalços era indescritível. As crianças deviam respeitar os mais velhos, pai e mãe (e tios, professores, padrinhos, qualquer adulto) eram chamados de senhor e senhora, pedíamos a bênção ao cumprimentá-los ou a despedir na hora de dormir. Não vou dizer que era melhor ou pior do que hoje, mas era o meu tempo, aquele de que vou me lembrar mesmo quando for velhinha, ou especialmente quando for velhinha. As crianças da minha infância gostavam de confeccionar seus próprios brinquedos, embora tivéssemos acesso a muitos brinquedos já prontos de fábrica. Os brinquedos "artesanais" preferidos eram: estilingue (ou fisga), pipa (papagaio), carrinho de rolimã, elástico, corda, desenhávamos no chão o caracol e a amarelinha. Os jogos mais praticados variavam conforme o clima. Havia os outdoor: taco, vôlei, peteca, queimada, e todos os tipos de piques possíveis e imagináveis. E os indoor favoritos eram: jogos de cartas, desfile de modas, teatro de sombras, forca, adedanha. Também brincávamos com nossos brinquedos, mas o que mais gostávamos era de brincar com os vizinhos, e ainda bem que na rua onde morava o que não faltava era criança para brincar, de várias idades. Tomar banho de chuva era uma festa permitida e partilhada por todos, e roubar frutas do vizinho era feito em cumplicidade, shiu. Os brinquedos que mais gostava eram a bicicleta e os patins. Os bichinhos de pelúcia eram poucos, mas os usava para dormir, e as bonecas nunca brinquei muito.
Era um período de muitas mudanças políticas, vivíamos sob a tensão e o medo do dragão da inflação que nos fazia correr para o supermercado no dia que meu pai recebia o salário e comprar tudo o que precisaríamos para o mês visto que no dia seguinte o preço poderia ser aumentado. Sabíamos pouco sobre o mundo dos adultos, mas já podíamos participar de algumas conversas e decisões familiares, mas só de convidados, claro.
Muitas crianças tinham, algo que gostavam de colecionar, as coleções mais comuns eram: papel de carta, borracha cheirosa (nunca mais vi) e figurinhas, eu particularmente colecionava revistinhas (gibis). Na verdade não colecionava, mas tinha um montão que líamos e relíamos lá em casa. Refrigerante era servido em copinho de geléia de mocotó, um litro dava para todos e ainda sobrava. Os programas de televisão para crianças estavam no início, o que eu e todos gostávamos era do clube do Mickey, Daniel Azulay com a Turma do Lambe-lambe e dos Trapalhões (na tv e cinema). O Balão Mágico veio não só com os desenhos animados mas com suas músicas que alegravam as festinhas de aniversário. Os vídeos games estavam engatinhando mas eu já fazia a festa com o Atari do meu irmão. As crianças não se preocupavam com moda, peso, carreira... o que ocupava os nossos pensamentos era brincar e se divertir, e isso fazíamos muito bem.
Muitas crianças tinham, algo que gostavam de colecionar, as coleções mais comuns eram: papel de carta, borracha cheirosa (nunca mais vi) e figurinhas, eu particularmente colecionava revistinhas (gibis). Na verdade não colecionava, mas tinha um montão que líamos e relíamos lá em casa. Refrigerante era servido em copinho de geléia de mocotó, um litro dava para todos e ainda sobrava. Os programas de televisão para crianças estavam no início, o que eu e todos gostávamos era do clube do Mickey, Daniel Azulay com a Turma do Lambe-lambe e dos Trapalhões (na tv e cinema). O Balão Mágico veio não só com os desenhos animados mas com suas músicas que alegravam as festinhas de aniversário. Os vídeos games estavam engatinhando mas eu já fazia a festa com o Atari do meu irmão. As crianças não se preocupavam com moda, peso, carreira... o que ocupava os nossos pensamentos era brincar e se divertir, e isso fazíamos muito bem.
O tempo parecia nunca passar, os verões eram intermináveis à beira mar, as férias duravam o tempo suficiente para a gente sentir saudades da escola e os chocolates eram muito mais saborosos, sem dúvida. No fim do dia ouvia a voz da mãe gritando meu nome pela janela. Era hora de ir para casa, que de dia cheirava a produtos de limpeza, de tarde cheirava a bolo e de noite tinha cheiro de comidinha caseira, hummmm.
Uma iniciativa do blog Desconstruindo a Mãe. Vai lá ver o que outros blogs disseram sobre o assunto!
Em agosto postei sobre meus tempos de criança com foto, confere lá.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Meus tempos de criança
![]() |
| Cris, eu e Arnaldo, meus irmãos. Era bom estar no mesmo barco (literalmente). |
![]() |
| Lugar mágico. Na maré baixa tínhamos duas praias e passávamos à pé de uma ilha à outra , na maré alta o mar tomava conta e fazia uma forte correnteza. |
Meus tempos de criança foram incríveis. Brinquei de tudo o que se podia brincar, podia correr e me sujar, subir em árvores e dar saltos acrobáticos para o mar. Andar de carrinho de compras sobre a ponte, correr com os cachorros sempre de pés descalços, pescar olhando as estrelas com a linha amarrada no dedão. Comia bife, lasanha, camarão, feijão, maionese, mousse e pudim, tudo na mesma refeição, sabia lá eu o que eram calorias. Chupava manga até não ter um só dente sem fiapos, colocava sal na laranja azeda e um pouco de morango no chantilly. Fazia amigos com a mesma velocidade com que decorava seus nomes, em qualquer lugar, até na sala de espera do dentista. Pulava corda, elástico, jogava vôlei, queimada, taco, bolinha de gude, tudo na categoria café com leite, claro, e na rua! Nadava com os peixes e tinha fôlego para atravessar 50 metros de piscina por baixo d'água. Ralei incontáveis vezes os joelhos, cotovelos, a testa e o traseiro na tentativa de ser uma exímia patinadora. Cortei os pés e as mãos nas ostras das rochas e fui mordida algumas vezes pelos caranguejos. Fugia do vizinho com fama de mau (furador de bola) assim como tinha uma irresistível atração por "roubar" as carambolas de seu quintal. Morria de medo das histórias de assombração dos pescadores e mesmo assim não arredava o pé da fogueira. Nas idas ao jornaleiro podia escolher as revistas que queria e eu gostava muito dos almanaques, vinham mais histórias, nessas ocasiões havia também chocolates em forma de moeda e sorvete. De noite tinha crise de risos no quarto que era partilhado com meus irmãos e gostava muito de me auto-convidar para ir dormir na cama da minha irmã.
Minha infância foi passada na ilha da Piedade/Gipóia e na rua 11 de Junho, na Carioca, em Angra dos Reis. Tinha direito também a passar férias na roça, em Formiga, MG, lugar onde nasci.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



