Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Esqueça o tempo de qualidade - Cap. 6

Quando seu segundo filho nasceu, a autora sentia falta de passar a quantidade de tempo habitual com o filho de dois anos, por isso decidiu que todas as tardes, durante uma hora, o marido tomaria conta do bebê e ela teria uma hora de "qualidade" com o mais velho. Passavam essa hora brincando de todas as brincadeiras que ele gostava, mas alguma coisa não batia certo. Havia algo de pomposo e pouco natural nessas atividades. Aquele sistema não estava funcionando. 
Em uma ocasião ela precisou ser dura com o filho mais velho embora não quisesse assumir um postura rígida quando tinha tão pouco tempo para estar com ele. Para sua surpresa, ele reagiu bem e reagiu normalmente, e parecia até mais descontraído. A partir desse dia ela se assegurou de que o tempo que passava com o filho seria usado para coisas rotineiras e não atividades "especiais". Deixou de ter "tempo de qualidade" para ter "tempo real". 

Nesse caso, o que é qualidade? O que os filhos querem dos pais é segurança e o que lhes dá segurança é rotina, consistência, limites (como vimos no cap. 1), e não podemos agir assim em passeios excepcionais (que são bons, mas não consistentes muito menos rotineiros). Vesti-los. alimenta-los, deita-los, o dia a dia, nessas alturas os é preciso estar lá para seus filhos. 
A expressão "tempo de qualidade" sugere que o tempo mais virtuoso que pode passar como os seus filhos é tempo livre, em brincadeiras elaboradas e passeios dispendiosos. O tempo livre é ótimo enquanto gratificação adicional, são nas atividades rotineiras que se conhece realmente seus filhos, que estabelece uma ligação mais forte. Eles têm de perceber que é você que está sempre lá para eles, tanto nos períodos mais difíceis quanto nos mais divertidos. Torne as rotinas tão divertidas quanto puder, com tanta frequência quanto conseguir, e será um pai ou uma mãe muito melhor do que se inverter estas prioridades. 

Patilhar sua atenção. O filho quer sua atenção, mas você precisa fazer as tarefas do dia, como a refeição, por exemplo, então nesse caso é preciso negociar, faça primeiro a tarefa que tiver que fazer, e depois lhe dedique o tempo que precisa (não estamos falando de emergências, claro), assim nesse tempo não estará preocupada com as tarefas ainda por fazer. Quando se tem mais de um filho eles precisam entender que vão ter que dividir  sua atenção. O mais importante é que eles sintam que está sendo justo. Talvez a atenção que seu filho quer possa ser suprida por outro membro da família, como no caso de ajudar a pegar algum brinquedo fora do alcance. 

Tempo e atenção. O tempo que passa com seus filhos e a atenção que lhes dedica não são exatamente a mesma coisa, mas estão interligados. Por vezes, é um equilíbrio difícil dividir o seu tempo entre as crianças e todas as outras coisas que tem de fazer. Ninguém consegue fazer isso sempre bem. 




Cap. 4.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ensine-os a pensar - cap. 4

Pensar não é só uma questão de conseguir aplicar processos mentais lógicos, embora seja uma parte importante do pensamento. Também tem que ver com ser capaz de formular ideias e opiniões, e com tomar decisões sozinho. O bons professores podem ajudar nessa área, mas a maior parte do trabalho é da nossa responsabilidade enquanto pais.
O ABC do pensar: Uma das formas mais importantes encorajar o seu filho a pensar é pô-lo a ler. Ou seja, fazê-lo gostar da experiência de ler. É preciso começar em uma idade precoce. Comece a ler para ele pelo menos quando tiver 6 meses. Á medida que ele cresce já pode manusear livros próprios para suas idades. Quando já estiver alfabetizado faça com que tenha acesso a livros, se não puder comprá-los inscreva-se na biblioteca, e incentive os familiares a presenteá-lo com livros. A leitura tem que ser prazerosa, se a criança não gostar do livro, experimente outro. 

Não responda a todas as suas perguntas: Seus filhos não aprenderão nada se você lhes der tudo pronto. Quando eles forem pequenos dê-lhes pequenas indicações para a resolução de um problema e não o trabalho todo feito. Devemos encorajá-los a descobrirem respostas sozinhos incentivando assim sua independência. Se seu filho de 6 anos lhe perguntar acerca de algum animal, por exemplo, mesmo que saiba a resposta de imediato ajude-o a pesquisar em algum livro ou mesmo internet, assim ele vai ter tempo para refletir e até aprender mais do que o que estava querendo saber. Adquira o hábito de perguntar: Como é que você acha de podia fazer isso? Há alguma maneira de podermos descobrir a resposta? O que é que você acha?

Competências de pensamento prático: Isto é a gênese de outra competência essencial que o seu filho precisa aprender: usar um índice. Incentive-o a procurar algo em um índice ou mesmo a localizar um caminho no mapa. A lista a seguir são das competências básicas que seu filho deve ser capaz de ponderar por si próprio quando já tiver idade de sair sozinho:

  • Usar um índice/dicionário/enciclopédia.
  • Usar um motor de busca na internet.
  • Fazer um telefonema para obter informações.
  • Interpretar um mapa.
  • Interpretar uma tabela horária. 
  • Planejar um percurso.
  • Planejar uma refeição.
  • Planejar uma viagem ou atividade (desde como chegar lá até o que levar).
  • Organizar pessoas para que estejam todas no mesmo local e à mesma hora.
Pensamento lateral: É difícil alguém pensar "fora do baralho" depois de o baralho já estar presente. A melhor abordagem é apanhá-las enquanto são pequenas e pô-las a pensar sobre tudo e mais alguma coisa. Envolva-as sempre que puder na resolução de situações do cotidiano. As crianças, por não conhecerem todos os constrangimentos, podem por vezes descobrirem respostas que não ocorrem aos adultos. As crianças devem ser envolvidas em problemas dos adultos como encontrar um novo local para o sofá, como ir para a escola quando não tem o transporte habitual, isso fará com que se sintam importantes ainda mais se conseguirem ajudar a encontrar a solução. Nunca ridicularize uma ideia, se não for viável, encoraje-o a melhorá-la. É a forma como os encoraja e abordar problemas do dia a dia que as ensinará a pensar lateralmente.

Decisões, decisões: De ano a ano as crianças vão tendo que tomar mais decisões e cada vez mais relevantes para suas vidas.  Nós temos que incentivá-los a tomarem as decisões que estão ao seu alcance. Para os mais novos podemos dar duas ou três opções para eles escolherem por exemplo, as calças que vão vestir. Ir envolvendo-os nas decisões fará com que se sintam seguros na hora de tomar as decisões por si mesmos.

Tenha uma opinião: As conversas na hora da refeição são boas oportunidades de fazer com que seu filho expresse suas opiniões. Podemos pedir que pensem sobre alguma coisa como por exemplo: Por que é que as crianças têm de ir à escola? Por que acha que as lojas fecham de noite? 
Quando os filhos forem mais velhos as perguntas podem ser mais avançadas como: O que acha daquelas pessoas que levaram o cão delas para o canil porque não podiam tomar conta dele? Depois de sua resposta seja qual for avance com o assunto: Suponha que ele ficassem com o cão mesmo sem condições de tratar dele. Acha que isso estaria certo? As criança gostam de conversar e gostam de saber que está interessado na opinião delas. Com esse exercício diário de forma natural seu filho estará se preparando para argumentar, formar e defender suas opiniões em qualquer debate. 
  • Tente não as direcionar de forma alguma.
  • Encoraje suas ideias e faça de "advogado do diabo" para que elas defendam sua posição com mais vigor.
  • Chame-lhes a atenção suavemente no caso de estarem se contradizendo.
  • Elogie-as se lhes ocorrer uma argumentação particularmente astuta.
  • Mostre-lhes que não faz mal mudar de opinião perante um argumento convincente.
A expansão dos 10 anos: Quando as crianças chegam aos 10 anos, ou por volta dessa idade, começam a tomar maior consciência do mundo que está para além da sua própria vida. Pense nas suas memórias mais antigas de acontecimentos fora de sua vida particular. É por volta dessa idade que seu filho pode mostrar interesse em acontecimentos de âmbito nacional ou mundial. Aproveite seu novo interesse e de vez em quando mostre artigos em jornais, revistas, etc que possam ser interessantes para ele, isso o fará ver que é normal ler notícias. Pode mostrar uma matéria sobre uma nova espécie de lagarto em uma ilha vulcânica se seu interesse for animais exóticos. Como pais devem saber aquilo de que gostam.

Pense bem: Os seus filhos ficarão muito bem preparados para a vida se conseguirem pensar por si próprios. O pensamento prático, a tomada de decisões, a construção de um argumento, todas essas competências são essenciais. E apesar de, geralmente, a escola e a vida os ajudarem um pouco à medida que elas avançam, é você que pode, de fato, fazer a diferença ao encorajá-los a pensar por si  próprios e a gostarem de o fazer.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mostre-lhes a diferença entre o que está certo e o que está errado (cap. 3)

Todos nós cometemos erros, e é importante que nossos filhos nos vejam reconhecendo um erro para que eles possam saber que de uma forma geral, não faz mal cometer erros, e também devem saber a diferença entre o que está certo e o que está errado em todas as situações. Precisam estar preparados para fazer a escolha certa, em termos morais. Os pais têm oficialmente 18 anos para incutir os valores que acreditam serem importantes, para que, quando eles pensarem pela sua própria cabeça, o façam sobre alicerces que lhes construiu.

O que acha que está certo ou errado? A partir da altura em que temos filhos, somos vigiados a maior parte do tempo e por isso estamos sempre dando o exemplo, e eles farão mesmo aquilo que a gente faz, independendo do que dissermos. Por isso temos de fazer aquilo que gostaríamos que eles fizessem nas mesmas circunstâncias. A maior parte de nós tem as ideias bem assentes no que respeita às grandes questões como matar e roubar e é muito provável que eles nunca o vejam fazendo isso! São as pequenas coisas do dia a dia que determinam se os nossos filhos serão pessoas dignas e de confiança quando crescerem, ou um pouco duvidosas e ocasionalmente à beira do abismo. Dizer a verdade, não falar mal dos outros, devolver bens perdidos em vez de os meter no bolso, oferecer o lugar aos mais velhos, dizer "obrigado", cumprir as promessas e por aí vai... Se não fizermos essas coisas como esperar que os filhos o façam?

Onde estabelecemos o limite da culpa? Sabemos que forçamos nossos limites quando, em segredo, nos sentimos ligeiramente culpados. Frequentemente arranjamos desculpas para nossos pequenos desvios de conduta. E se precisamos de inventar desculpas é porque sabemos que não agimos como deveríamos ter agido, nosso comportamento não foi aceitável. É duro sermos impecáveis diante de nossos filhos, mas tem de ser feito. De outra forma esses pequenos desvios serão entendidos como sendo coisas certas. E porque é que isso é importante? Qual é o problema se os nossos filhos se tornarem adultos que deixam de falar com um amigo por coisas mesquinhas ou que esperam que outros ofereçam lugar aos mais velhos? É importante por duas razões: Quanto mais digno for, mais bons amigos terá, e em segundo lugar é importante porque as pessoas que são íntegras e respeitosas têm maior auto-estima, algo que queremos para eles.

Que valores? É impossível elaborar uma lista com todos os valores que queremos transmitir aos nossos filhos, mas sabemos quais são. Alguns são óbvios e não constituem um problema para nós (tipo não cometer crimes ou violência, por exemplo). Os valores mais difíceis de transmitir são aqueles que temos dificuldades pessoais em cumprir. Os valores importantes relacionam-se com fazer um esforço em prol de outros, quando temos que reprimir os instintos egoístas em benefício de outra pessoa. As crianças pequenas não são capazes de por o bem-estar de outras pessoas à frente de seu próprio bem-estar. Conforme vão crescendo vão aprendendo o conceito de por as outras pessoas em primeiro lugar e será capaz de fazer as suas escolhas baseadas em valores em algumas ocasiões. Por isso nossa tarefa é passar esses primeiros anos a demonstrar o comportamento que julgamos adequado para eles.

Assumir a responsabilidade: As crianças aprendem muito sobre valores quando lhes são atribuídas responsabilidades. Quer seja cuidar de um peixinho dourado ou receber amigos para passar a noite em casa. Elas precisam reconhecer que têm de dar se quiserem receber. Sempre que lhes pedirem alguma coisa especial, certifique-se de que saibam o que espera deles em troca dessa responsabilidade, e o que acontecerá se cumprirem sua parte no acordo como por exemplo: Ir para a rua brincar sozinho (voltar no horário combinado); receber um amigo para dormir em casa (ser responsável pela ordem no quarto); fazer os trabalhos de casa sem ser supervisionado (cumprir todas as tarefas); ter um animal doméstico (fazer sua parte nos cuidados com o animal). 

Converse sobre o assunto: Qualquer que seja a responsabilidade dada ao seu filho é importante conversar com ele sobre o assunto e deixar tudo bem esclarecido. Quais são os termos do acordo, o que espera deles em troca, o que acontece se não cumprirem a sua parte. Dar responsabilidades aos seus filhos é a melhor forma de os deixar praticar todos aqueles valores que tanto trabalho teve a incutir-lhes. Claro que seu filho não vai fazer sempre as coisas bem. Você faz? Eu não. Nesse caso uma conversa sobre as razões pelas quais isso aconteceu será necessário, ele precisa saber que seu comportamento foi inadequado.

Acertar o alvo: Os valores que passa ao seu filho podem muito bem ser aqueles que recebeu dos seus pais. E pode estar transmitindo não só a seu filho como também aos seus netos e às gerações que lhes sucederão. É uma ideia maravilhosa. Crianças com valores fortes que são reforçados pelos seus pais vivem, por isso mesmo, mais felizes.




Resumo já postado:
Introdução.
Cap. 1.
Cap.2.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dê-lhes alguma magia (cap. 2)

A infância deve ter magia. Quando as crianças usam a imaginação os objetos até ganham vida, e animais, como gatos, podem voar, e elas mesmas podem ser super-heróis, rainhas ou piratas. Geralmente os adultos chegam e estragam a fantasia dizendo que é impossível um gato voar por conta própria, que super-heróis não existem... e argumentam com suas lógicas tentando convencer a criança de que ela não tem razão. Uma das poucas magias que os adultos conservam é a do Papai Noel, por exemplo. Mas por que não deixar a criança acreditar que realmente a lua a persegue e olha para ela? Que os dragões existem e podem ser combatidos com espadas de jornal? Não quer dizer que se deva criar as fantasias para elas, mas as que elas tiverem, não há razão para não deixá-los imaginar. Isso porque enquanto o nosso mundo vai assentando, o mesmo acontece com a nossa imaginação. Fica tudo compartimentado. Sendo assim, para quê inflingi-lo aos seus filhos mais cedo que o necessário?

Dê-lhes espaço: O primeiro e mais fundamental requisito para uma criança desfrutar da magia é uma tela em branco. Elas conseguem fazer magia sozinhas, só precisam que nós saiamos do caminho. Para elas o chão do quarto é mesmo um mar bravio, o quintal é uma selva real e o avião de papel pode os levar para países distantes. Uma criança pode ficar sujo de lama dos pés à cabeça sem se preocupar se a roupa ficará manchada ou qual produto vai usar para lavá-la, a não ser que apareça um adulto e estrague o momento referindo o assunto. Para fazer magia eles precisam de tempos livres. As atividades extras precisam ser bem doseadas para não terem o devastador efeito de anular a imaginação e criatividade da infância. Mais do que dois dias de atividades extracurriculares já começa a ser muito. E se forem fazer alguma, que seja algo de que gostem. Levá-los em lugares onde a diversão está pronta como parque de diversões, circo, workshop de pinturas, playcenters, boliche é agradável e prazeroso e pode alimentar a imaginação deles, mas não se esqueçam que a verdadeira magia está nas praias largas e amplas, no alto das colinas, nos bosques e vales, ali seu filho será livre para criar sozinho sua magia. Mesmo em casa pode-se tentar criar espaços mais vazios para eles brincarem com criatividade. Uma varanda ou quintal com caixas vazias renderá horas de entretenimento. Talvez algumas crianças que não estejam acostumadas precisem de alguma ideia para começarem a brincar sem "ajuda", aí os pais podem incentivá-los. 

Os computadores e a televisão matam a magia: As crianças que passam muito tempo em frente às telas  e nos jogos eletrônicos acabam por se esquecer de como brincar. O tempo que eles passam nessa atividade deve ser racionado. Se esse controle for feito na infância será mais tranquilo ter limites na adolescência, os alicerces já estarão lançados.

Momentos mágicos: Se você lhes der o espaço e a liberdade de que precisam para o fazer, seus filhos injetarão sozinhos uma grande dose de magia nas suas vidas. Mas você pode e deve contribuir. Lembra-se dos seus Natais quando era criança? Se teve a sorte de ter pais que fizessem um esforço nesse sentido, o seu Natal terá sido aquela ocasião mágica, como nos filmes e livros. É o que seu filho precisa, são esse momentos seguros e ternos que darão origem a uma criança autoconfiante e segura para lidar com o mundo quando chegar a hora. Várias coisas podem ser feitas, não só no Natal. Acampamentos no verão (mesmo que no quintal), fazer uma cama enorme no chão onde toda a família dormirá juntos, caminhadas no inverno com um garrafa de chocolate quente na mochila, tradições semanais, mensais, ou anuais, algo bom para recordar mais tarde. 

Ambientes mágicos: Você pode criar no quarto de seu filho com a ajuda dele um ambiente que ele goste de estar e brincar. Com poucos objetos e muita criatividade pode-se fazer uma selva, um corsário, um castelo, uma fazenda, uma carruagem de princesa, enfim, as fronteiras entre a magia e a realidade são muito tênues para as crianças e nós não podemos privá-los disso. Eles gostam também de criar esconderijos usando cobertores, toalhas, almofadas e objetos simples. Se quiser ajudar o esconderijo pode ser algo mais permanente. Uma cabana improvisada no quintal, ou um dossel sobre a cama feito de rede mosquiteira, são várias as possibilidades. Há poucas coisas mais encantadoras do que ser capaz de dar aos seus filhos alegria, magia, amor e segurança, tudo ao mesmo tempo. 

Saia da frente: Depois de ter o trabalho de os ajudarem no preparativos da brincadeira, deixe-os à vontade, sem interferir. Não os faça pensar como um adulto pensaria, eles não precisam se preocupar com a tinta azul debaixo das unhas. Para que eles possam ter essa liberdade, vista-os com roupas adequadas para brincar, e deixe-os usar os objetos que podem ficar sujos ou mesmo quebrar sem grandes prejuízos. 

Mais magia: As coisas que acrescentam magia às vidas dos seus filhos são aquelas que lhe dão espaço e liberdade para exercitar as suas imaginações. Quando as pessoas dizem que a infância já não dura tanto quanto durava significa que a magia já não dura tanto quanto durava. Aqui estão algumas coisas que podem ajudar a conservar a magia da infância: 

  • histórias antes de dormir
  • histórias inventadas
  • caixas de papelão vazias, paus, cordas e vários materiais adaptáveis
  • espaços abertos
  • água - lagos, rios, praia, ou mesmo uma simples mangueira
  • locais antigos - palácios, castelos, ruínas
  • mitos e lendas
  • surpresas
  • teatro
  • filmes fantásticos
  • máscaras, fantasias, fantoches
  • férias e viagens de um dia
  • piqueniques
  • explorações e pequenas aventuras
Muita coisa que esteve presente na nossa infância e na infância de nossos pais. Isto só demonstra que apesar do que o mundo moderno tem para oferecer, isso não torna a infância mais mágica do que alguma vez foi porque são os pais que dão aos seus filhos a magia que eles precisam, e isso nunca muda. 


Resumo já postado:
Introdução.
Cap. 1.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Construa-lhes um mundo sólido (cap. 1)

Há poucas coisas mais importantes que pode fazer pelo seu filho do que dar-lhe firmeza e autoconfiança. Tendo isso, as outras coisas eles conseguem alcançar sozinhos.
Imagem daqui.

Estabeleça fronteiras claras que não se alterem: Não se deve mudar as regras, por isso, antes de as criar, pense bem para não ter que mudá-las. Os limites existem para serem forçados pelos filhos, quanto mais firmes forem os limites, mais seguros eles se sentirão. Acredite, eles sempre colocarão os limite à prova. Na prática funciona assim: quando seu filho perceber que você não vai ceder em algo, vai deixar de se dar ao trabalho de pedir. Sendo consistente eles aceitarão um não mais facilmente. Mesmo que protestem esse "não" eles não irão insistir no mesmo pedido que foi negado.

Utilize sabiamente a palavra "não": Um erro comum que os pais cometem é começar com um não e terminar com um sim. Isso só confunde os filhos e com o tempo começam a pensar que se insistirem vão obter o resultado esperado. Se não tem a certeza do "não" então diga que precisa pensar sobre o assunto, ou então aquela frase que eles não gostam de ouvir, "vamos ver..."

Sobre o comportamento: A menos que os filhos vivam em circunstâncias muito atribuladas ou mesmo tenha défice de atenção e hiperatividade, não deverão ter dificuldades em ser bem comportados desde que lhes proporcione limites firmes e todos os outros elementos que serão comentados nesse livro. Como pais devemos motivá-los nas alturas em que for mais difícil para eles corresponderem aos nossos padrões. Um exemplo prático: Seu filho não quer se levantar para ir para a escola e faz birra. É muito mais provável que seu filho se levante para ir à escola se lhe prometer alguma bonificação no fim-de-semana, do que se o ameaçar com alguma punição se ele não fizer. É muito mais tranquilizante crescer com pais que nos querem recompensar por sermos bons, do que com pais que nos querem punir por sermos maus.
Devemos estar atentos à diferença entre recompensa e suborno. Oferecer algo para seu filho parar de fazer algo errado só para lidar mais rápido com a situação, é suborno. Oferecer algo para que seu filho mantenha ou inicie um comportamento desejado, é recompensa. 
Ás vezes será necessário ir além da bonificação e acrescentar alguma punição. A diferença estará na apresentação dessa punição. Vejam o exemplo: Em vez de dizer ao filho: "Se não disser a verdade, deixo de dar a semanada", diga-lhe: "Se você mentisse, eu teria de deixar de te dar a semanada. Se for honesto e disser a verdade, não vou fazer isso." 

Os elogios são preferíveis às críticas: Muitas vezes a recompensa que seu filho precisa é que suas conquistas sejam reparadas. Até os filhos adultos apreciam isso. Deve corrigir ou elogiar o seu filho todos os dias, embora, de uma forma geral, só deva fazer pequenos elogios ou reprimendas. Deixe os elogios mais entusiásticos para as grandes conquistas, tudo deve ter sua proporção e medida. Cuidado com o que elogia em seus filhos. Se destacar só os bons resultados escolares ele pensará que o sucesso acadêmico e profissional (no futuro) é o mais importante. Elogiar também o esforço e não  só o resultado é o ideal, e ser o mais diversificado possível. Exemplo: "Eu sei que não te agrada acordar cedo, por isso fico muito contente que tenha conseguido por o leite e os cereais na mesa". Tem também o elogiar criticando.  Podemos criticar sem sermos negativos criticando ações, comportamentos ou capacidades: "Essa sua caligrafia podia ficar um pouco mais bonita, não acha?" "Esse grito estridente é mesmo irritante." Se os chamar de barulhentos eles poderão admitir que o são, e assim fazerem mais barulho. As críticas devem ser ESPECÍFICAS (fale exatamente o que quer que eles mudem), CONSTRUTIVAS (mostre que pode ter um desfecho positivo) e RESOLÚVEIS (não critique nada que ele não possa mudar).

Certifique-se de que eles conhecem os seus pontos fortes: Os elogios vão ajudar nessa tarefa. Não podemos dar a entender que certos pontos fortes tem um maior valor inerente do que outros, especialmente quando se tem mais de um filho. Valorizar um sem diminuir o outro. Muito cuidado também com a valorização dos atributos físicos, especialmente aqueles em que o filho não pode interferir. Se o ponto forte dele for o formato dos seus dentes, não haverá mérito nenhum da parte dele nisso. Para os estimular nessa descoberta, proponha-lhes desafios que sabe que eles podem vencer (mas que ainda não sabem que podem). Exemplo: Peça ao seu filho de 10 anos para preparar o jantar da família. Se eles nunca fizeram isso antes se sentirão muito orgulhosos, mesmo que tenham cozinhado macarrão instantâneo. Faça que eles saibam que são especiais. 

A sua relação: O mundo dos seus filhos não será tão sólido como você gostaria se eles não puderem ver que sua relação é sólida, especialmente nos aspectos que lhe dizem respeito. As discussões pessoais devem ser feitas em privado, porém algumas discussões poderão até servirem de base para seus próprios filhos no futuro. Vendo uma discussão entre os pais (óbvio que falamos aqui de discussões sem violência física ou verbal, que são inadmissíveis em qualquer esfera), eles podem aprender que as pessoas podem se zangar sem se agredirem, que devemos manter o controle das emoções para alcançar uma solução de um problema, o fato de as pessoas discutirem umas com as outras não implica que elas deixem de se amar.

Alicerces sólidos: Temos que nos certificar de que nossos filhos têm autoconfiança suficiente para que sua falta não sirva de obstáculo. Com isso estarão mais bem preparados para enfrentar de bom grado o mundo e de lidar confortavelmente com os desafios de serem adultos. Só precisam de confiança em si próprios e de estarem seguros de que o conseguem fazer.



Resumo já postado: Introdução.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Introdução

A autora explica de uma maneira bem simples os objetivos do livro. Nos leva a refletir sobre termos um alvo, e assim detectarmos se estamos no caminho certo para alcançar essa meta. Independente da cultura e classe social, toda mãe quer que seus filhos desfrutem de sua infância e que se tornem adultos saudáveis, confiantes e bem sucedidos independente do significado pessoal que cada um tem sobre sucesso. Pais que têm os filhos como prioridade é uma característica comum aos bons pais. A autora quer ajudar os pais a aprimorarem aquilo que já fazem de positivo de acordo com seus conhecimentos e experiência de vida, e a perceberem aquilo que ainda não dão a devida atenção. Algumas partes trarão mais dificuldade para uns que para outros, depende do que cada um já pratica. Algumas terão que ser muito pensadas para serem assimiladas, outras já são naturais em seu dia a dia, basta talvez alguns ajustes.

 Bora refletir sobre isso?

Nota: Esse post nasceu aqui.

Sobre o livro


Hoje vou postar os tópicos principais do Índice do livro “Pai, quero ser feliz”, de Roni Jay. Para quem ainda não sabe o que me propus a fazer veja aqui.
  1. Contrua-lhes um mundo sólido
  2. Dê-lhes alguma magia
  3. Mostre-lhes a diferença entre o que está certo e o que está errado
  4. Ensine-os a pensar
  5. Deixe que eles o conduzam
  6. Esqueça o tempo de qualidade
  7. Assegure-se de que vê a floresta e as árvores
  8. Ensine-lhes o valor do dinheiro
  9. Mostre-lhes que os brócolos (brócolis) podem ser divertidos
  10. Ofereça-os uns aos outros


E esses serão os títulos das futuras postagens sobre o livro.




domingo, 11 de dezembro de 2011

Resumos...

Comecei a ler um livro que não é muito do meu costume (me refiro ao assunto do livro porque costume de ler eu tenho). Por achar que tem lições valiosas e dicas interessantes para mim vou começar a postar alguns pequenos resumos aqui no blog para quando eu quiser rever os pontos que mais me despertaram a atenção. Se quiser me acompanhar fique à vontade! Começo amanhã, porque segunda-feira é que é dia de começar as coisas.

Sobre o livro: Pai, quero ser feliz. As 10 coisas mais importantes que pode fazer pelos seus filhos. Título original: The most important things you can do for your children.  1ª edição em Potugal em 2009 pela Academia do Livro.

Sobre a autora: RONI JAY é uma das autoras britânicas mais conhecidas em todo o mundo na área da educação e do comportamento familiar.
Autora de diversos livros, é reconhecida pela sua capacidade invulgar de ajudar pais e educadores a lidar com questões difíceis, abordando os problemas com sabedoria, experiência e inspiração.
Jay tem três filhos biológicos e três enteados.

A orelha do livro: Todos tentamos ser os melhores educadores, mas a vida é complicada.
Apesar de os nossos filhos serem a nossa prioridade, nem sempre conseguimos estar à altura de todas as situações. Se conseguíssemos identificar aquilo que maior influência tem na personalidade e no futuro das crianças, tudo seria menos complicado. Frequentemente, colocamos as seguintes questões:
- O que fará a diferença na forma como crescem e se tornam adultos?
- O que devíamos fazer ou ensinar-lhes para que se tornem pessoas equilibradas e felizes?
- Quais são os valores e as lições de vida mais importantes?
- Qual a melhor forma de utilizar o tempo que temos com os nossos filhos?
Em "Pai, Quero Ser Feliz" vai encontrar conselhos muito claros e práticos sobre aquelas que devem ser as nossas prioridades enquanto pais e educadores. Um livro repleto de técnicas para acompanhar os seus filhos desde a infância até ao final da adolescência, ajudando-o a concentrar-se naquilo que realmente importa.

sábado, 12 de novembro de 2011

Meditação de Domingo

"Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza". Salmos 139:14


"O meu pai e eu tínhamos combinado que nos encontraríamos no camarote antes do jantar. Sem nada lhe revelar, contei-lhe que tinha efetuado umas quantas observações importantes e tivemos uma discussão interessante sobre o ser humano durante a refeição.
Eu disse que achava curioso que nós seres humanos, que somos tão espertos para certas coisas, como, por exemplo, explorar o espaço e estudar a composição dos átomos, não soubéssemos mais sobre nós próprios. Nessa altura, o meu pai disse algo brilhante, que eu creio ainda poder recordar palavra por palavra:
- Se o nosso cérebro fosse tão fácil de compreender - disse ele - seríamos, de qualquer modo, tão tolos que não o conseguiríamos compreender.
Fiquei a meditar bastante tempo sobre aquela frase. Por fim, cheguei à conclusão de que aquilo respondia quase cabalmente à minha pergunta.
O meu pai continuou:
- Existem cérebros muito mais simples do que o nosso. Podemos compreender, até certo ponto, como funciona o cérebro da minhoca. Mas a própria minhoca não o consegue compreender, pois o cérebro dela é demasiado simples.
- Pode ser que haja um Deus que nos compreenda - disse eu por meu turno.
O meu pai sobressaltou-se. Creio que se sentiu orgulhoso por eu ter colocado uma questão tão ajuizada".



Trecho do livro do Norueguês Jostein Gaarder, O mistério do jogo das paciências (Kabalmysteriet) ou na tradução brasileira, O dia do curinga.
O livro foi escrito antes do famoso 'O mundo de Sofia',  podemos lá encontrar questões filosóficas colocadas de forma simples com uma história muito criativa. Uma viagem com muitas descobertas, mágica e mistérios. Estou na metade do livro e gostando.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Defenestração


Daquelas crônicas que a gente lê e nunca mais esquece. Essa eu li nos idos anos 90 e ficou na memória, até porque eu gosto de saber o significado das palavras e também gosto de imaginar novos significados para as mesmas. Duvido que alguém ainda não conheça essa crônica. Para os que já leram vale recordar, para os que ainda não leram, vale conhecer esse clássico texto de Luís Fernando Veríssimo:



Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra. Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...

Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo...
- O que é que você quer dizer com isso?

Traquinagem devia ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo devia ser um barulho que o corpo faz ao cair na água. Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam. Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? "Nestes termos, pede defenestração..." Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:
- Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata. Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião (dicionário do Aurélio Buarque) que não me deixa mentir. ¿ Defenestração¿ vem do francês ¿defenestration¿. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela. Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?  Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.

Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes. 
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela.Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada. Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida...
-Mmmm?
- Há uma coisa que preciso lhe dizer...
-Fala, Amor
-Sou um defenestrador.

E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama: Estou pronta para experimentar tudo com você! TUDO! Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e babulcia:
- fui defenestrado...
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela?
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.
Crônica - Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Depressão pós-livro

Imagem
Dia desses descobri o nome do mal que me aflige, sim, sou portadora da "Depressão pós-livro" ou DPL para os íntimos. É incurável, mas consigo conviver bem com ela procurando aliviar seus sintomas, e isso só acontece quando encontro outro livro suficientemente bom para cativar minha atenção por completo. Nos envolvemos com os personagens, imaginamos seus rostos, sentimos suas alegrias e dores, e de repente, num virar de páginas, eles se vão, e custa acreditar que acabou ali, naquela página tão vulgar, idêntica a tantas outras que viramos sem grandes preocupações, um relacionamento ambivalente, simultaneamente positivo e negativo. É extenuante ler! Mas como resistir abrir novas páginas, conhecer países distantes, lugares que só existem na imaginação, novos mundos, conhecer pessoas do passado ou mesmo do futuro, rir e chorar com os personagens, morder os lábios de apreensão, respirar aliviado quando as coisas se acalmam, me digam, como resistir?! Ler traz uma série de experiências, uma relação única entre letras e leitor que conjugados formam uma parceria que deixa um vazio quando termina, e é sempre assim, de capa a capa. E nesse estado em que me encontro, em DPL, começo a olhar para os lados à procura de novas histórias. Sugestões?

..."não há limite para fazer livros". 
Eclesiastes 12:12

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...